sábado, 4 de fevereiro de 2012

O acordeão de José Ferreiro (Pai),voltou a casa

http://www.jornalavezinha.com/index.asp?idedicao=265&id=13236&idSeccao=2389&Action=Seccao
Ver Opinião sobre o acordeão que foi de José Ferreiro (Pai) 
Quando faleceu José Ferreiro (Pai), em 1967, devia ter havido a preocupação de salvaguardar o acordeão na  Sociedade Recreativa Bordeirense e homenagear a sua Obra.Mas em boa verdade isso vai ser feito brevemente.É a sua terra que na verdade o vai fazer,pela Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe e Câmara Municipal de Faro, na prespectiva de dar realce a esta terra, que embora pequena, já começa a ser falada. Este trabalho será feito pelo Prof Nelson Conceição,Prof Hermenegildo Guerreiro e Helder Barracosa,que estabeleceram uma parceria com a Freguesia de Santa Bárbara de Nexe.

domingo, 22 de janeiro de 2012

José Vargues-Em Farim

Em cima " o louvor" que me foi atribuído, por pelo Exmo.Comandante do Batalhão Cart733
Parada aos Domingos na vila de Farim

E por fim , a passagem à disponibilidade em Bordeira

O Bart733 rendera o Bat.Cav490 em 15 de Junho de 1965, sendo o Comando em Farim, onde se encontrava o Comandante do Batalhão, Ten Coronel José da Glória Alves,depois o Ten Coronel Orlando Rodrigues da Costa, com dois Capitães de Operações .O Capitão Aníbal Celestino da Costa e Capitão Joaquim Pereira da Silva e radiotelegrafistas.A Secretaria do Comando,sendo chefiada pelo  Ten Joaquim Almeida Martins da qual eu fazia parte. Nela se fazia as ordens  do dia, dactilografadas e distribuidas a todas as Companhias do Batalhão e ao Q.General em Bissau.
Em Farim estava, o Comando e CCS,CART731,1ª.Companhia de Caçadores(recrutamento na Guiné),Companhia de Milícias nº5,Pel Mort980,Pel Rec810(AMetr Daimler),Pel RecFox (AMetr Daimler),pel Rec Fox(AMetrFox)
O sub-sector de Farim tinha uma forma alongada no sentido Norte-Sul, sendo limitado setentrionalmente pela fronteira cm o Senegal e, a sul pelos rios CACHEU e CANJABARI; a leste confrontação com o sub-sectorda CArt 730 (Jumbembem) e a Oriente com o da Caç 6755 (BINTA)
Os Rios JUMBEBEM e CANJAMBARI isolavam a Sueste, a península da BRICAMA do restantesub-sector, tornando a mesma inacessível, a não ser com meios descontínuos da transportação de cursos de água .
Havia também uma Central Eléctica, junto ao rio Cacheu, onde fiz muitas noites segurança e uma piscina, onde podíamos dar umas braçadas.
Também fazia segurança de Cabo da Guarda, nas guaritas, que existiam ao redor do Quartel, junto do arame farpado.
Como militar com a especialidade de Escriturário, não me limitava a essa função, mas também na escala,como cabo da guarda das guaritas, hastear de Bandeira no Comando e desfiles militares na vila.
Tive como apoio para estes apontamentos, o livro editado pela então Comandante da CART731,Capitão Costa Matos, hoje Coronel Tirocinado, com o nome"ESTÁVAMOS LÁ E...FOI ASSIM.
Aconselho a quem queira ter a curiosidade de saber o que os nossos militares fizeram nas ex-colónias, longe das suas famílias e não muito bem reconhecidos, a o adquirirem
 


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

José Vargues ~no Aquartelamento de Brá-Guiné,2º.local

Estávamos no início de 1965 e aqui esperámos mais alguns meses até partirmos para Farim. Tínhamos melhores condições, era onde também estavam aquartelados os Comandos.Tropa de elite, que partiam para operações sempre arriscadas.O clima começava a fazer efeito, pois muitas vezes me sentia mal, sem saber o que era.Foram uns tempos de espera e de ansiedade, pois não sabíamos o que íamos encontrar em Farim.Só partiríamos em 15 de Junho de 1965.Eu e os meus colegas da Secretaria,incluindo o Alferes Martins, chefe da Secretaria, o 1º.Sargento Guimarães e e mais dois colegas meus.Um chamava-se Sancho, que era de Almada,e era conhecido como Almada,  o outro era Alfredo de Arcos de Valdevez  , e a alcunha dele era o Andorinha, já não sei porquê e outros, fomos de avião, Dakota.Éramos  20.Nunca tinha posto os pés num avião.
Em Farim é que passámos a comissão toda.Muitas peripécias e sustos, que só quem passou por elas é que pode dar o valor.
Em Brá o que mais me impressionou, foi o facto de ter sido destacado, para velar um militar morto em combate.Éramos seis ou sete.Não conhecíamos o militar nem o nome.Tivemos a curiosidade de olhar para o seu rosto e verificámos que estava de capacete, o qual estava furado por uma bala.
Regressámos no Uige, em agosto de 1966 e acabei a tropa no Algarve, porque eu dei a morada de Faro e na verdade assim foi e tinha o meu avô lá à minha espera.Embora tivesse ido ao Barreiro, onde morava a minha mãe e a minha irmã,  segui depois para Faro.
Em cima na foto, eu estava à esquerda, do lado direito o Alferes Teixeira 

José Vargues ~ na chegada à Guiné em 1964-Granja 1º. local

No princípio da manhã do dia 13 de Outubro de 1964, o navio Niassa pelas 11 horas estava a fundiar frente ao cais PIIGUIT, em Bissau.Fiquei deveras surpreendido,pela quantidade de crianças que se acercava do navio na esperança que alguém lhes jogasse qualquer coisa de comer e daquele momento fiquei com muita pena daqueles pobres jovens. O desembarque só se iniciaria no outro dia pelas 12 horas.O calor e a humidade sentia-se, pois o clima é muito doentio, para nós europeus do sul.Seguiu-se o desfile de todo o Batalhão 733, que era composto das Companhias 730, 731,732 e pela CCS (Companhia de Comandos e Serviços), da qual eu fazia parte como 1ºCabo Escriturário do Comando.Seguiu-se o desfile de todo o Batalhão pela Avenida da República, em Bissau, com banda do CTIG e sobrevoo por aviôes Fiat G-91 da Força Aérea.O Comando e a CCS ficaram instalado na Granja no início.Tinha um grande armazém onde foi montada a camarata, cujas camas eram apetrechadas com mosquiteiros e não havia sanitários.Os WC(latrinas) eram abertos todos os dias e tapados com terra.Quanto à higiene,tinha água de nascentes.De manhã pendurava um espelho numa árvore para fazer a  barba.Dali partiríamos para  o aquartelamento de Brá, enquanto esperávamos render o Bcav 490.Aqui já tinhamos mais condições , para além de estarmos perto do QG, também tínhamos o Hospital perto, depois ao fim de uns meses é que partimos para Farim já tínhamos melhores condições.Eu e mais 4 camaradas alugámos um quarto e havia uma pequena que nos lavava a roupa e um jovem que nos limpava o quarto.Ainda me recordo de lhe perguntar.O dinheiro chega?E ele disse-me, que nunca era demais.E assim vivemos 22 meses.Abalei com 20 anos e cheguei a Lisboa com 23 anos.Dois anos perdidos, pois quando retomei o meu emprego, havia colegas que já tinham subido de posto e a escola também tive que a recomeçar.   

José Ferreiro (Pai), numa charola em Bordeira, nos anos 50

Esta Charola em Bordeira, deve ter acontecido no início dos anos 50, pois o acordeão ainda era anterior ao último.